terça-feira, 3 de novembro de 2009

Biografando


Como eu já tinha dito aqui, “Ah, eu tô forman-do! ”  (em ritmo de musiquinha!) Agora além de me preocupar com essa coisa de passar em matérias chatas, e estágios de 254 horas semanais, também tenho que começar a me desesperar com a falta de ocupação remunerada e determinada a que alguém se dedica. Vulgo, desemprego. (Não, esse post não é sobre desemprego. Isso foi só um comentário.)
Pois bem. Como é de praxe por essas bandas daqui, os formandos escrevem suas biografias e mandam pra uma editora. Essa, por sua vez, confecciona um livro com as biografias de todo mundo, que a gente normalmente guarda de recordação. Apesar de existir quem goste de usar as páginas do livro para fins escusos.
Mas como escrever sobre nós mesmos é uma verdadeira bosta, a gente pede pros amigos ajudarem, escrevendo um pouquinho. Contar um caso ou falar alguma coisa da gente. Aí no fim a gente vai juntando um pouquinho de cada um e produz um texto só. Não dá pra colocar tudo porque a quantidade de caracteres é limitada a 2800. Então, alguma coisa legal sempre acaba ficando de fora por falta de espaço. O resultado é sempre engraçadinho e conta um pouquinho de como foi a nossa trajetória em Viçosa.
A empresa pede pra gente colocar uma foto nossa e alguns dados pessoais, pra no futuro os nossos coleguinhas de universidade poderem nos encontrar com mais facilidade quando estivermos perdidos pelo mundo. Não que isso aconteça de verdade, mas eu gosto de pensar assim.
A minha biografia acabou de ficar pronta, e eu achei legal colocar aqui pra vocês verem.



Nome: Evelize Oliveira Maia
Data de nascimento: 30/11/1985
Endereço: Rua Roberto Santos, n° 96, Centro – Eunápolis – BA
CEP: 45820-510
Telefone: (73) 3262-0791
Apelidos: Ize, Izinha, Vê, Baiana arretada, Cobra de Museu, Capadócia, Coisinha


Chegou toda baianinha, danadinha, da perna grossa. Primeiro dia de aula, ela tinha um estilo um pouco diferente. Quem não se lembra da botinha All Star preta e laranja que ela tanto usava? Na turma era a mais revoltada. Só ouvia rock. Uma baiana que não gostava de axé! Mas não durou muito tempo. De repente, depois das férias ela volta toda paty, ouvindo de sertanejo a funk. O que não pode deixar de ser citado foi o primeiro porre dela no aniversário da Jú, tomando cerveja pra tirar o gosto das pingas com limão e sal. Resultado: Capotou! Alguns de seus amigos montaram uma república no Calçadão e ela passou a ser o 6º membro masculino da república, já que não cozinhava, não limpava a casa e nem lavava roupa, mas recebia a zuação e os xingamentos igual a todos os outros moradores. Recentemente ela trouxe o ritmo mais bombante da Bahia, o arrocha, e nas festas não pode mais faltar “Me chama de my love, my love...” e ela ensinando a dancinha pra nós não-baianos: “180°, 180°, 360°”. Até dançar em cima do palco essa criatura já dançou! De dançarina de arrocha à conselheira de namoros bagunçados! Ela desabafava e ouvia, desabafava e ouvia, desabafava e ouvia. Foram histórias, contos, causos, fraquezas, felicidades, relacionamentos... Era muita coisa vinda dessa cabecinha doida! Morar com a Ize dava até raiva. Raiva mesmo! Ela é extremamente organizada. O único quarto que realmente era arrumado. Sem deixar de falar da paixão pelo seu computador. Ela praticamente mora no MSN e no Orkut. Companheira de cachaças, butecos, festas muito doidas, reuniõezinhas nada familiares e muitas outras coisas que não me lembro devido ao alto teor alcoólico. Só sei que foram coisas boas pois no dia seguinte a gente tinha muitos flashs engraçados. Aliás, não posso esquecer que essa coisinha foi a 1ª tieti dos Canelones, pulando e gritando no Juca do Gás. Com seu andar de toda – toda pela reta, roubando a atenção da galera, ouviu coisas “esplendorosas”. Sempre rindo, e o que é melhor: parando pra cumprimentar todos os conhecidos, mesmo estando atrasada pra alguma aula. Cantora da Capadócios e forrozeira de última hora, arrumou de casar em plena Cervejada das Engenharias. Extrovertida e brincalhona, parece ser a mais inocente do mundo, mas tem um jeitinho gostoso de te convencer que você está errado. Ela é do tipo de pessoa que se cria uma amizade de anos em apenas uma ida ao bar do Edilson. Essa pequena, grande criatura, intitulada "Cobra de Museu”, por seus dotes laboratoriais, carrega imensurável alegria, autenticidade e capacidade de transparecer nos sentimentos o que se pode ter de melhor, como a leveza de ser gente, de amar e se deixar amar. Atributos que só os bons de coração, possuem. Pessoas iguais a ela são o que fazem Viçosa ser tão boa. Vai deixar muita saudade!







Eu pedi pra um monte de gente me ajudar. Então, eu queria agradecer a todo mundo que escreveu. É sempre muito bom lembrar das coisas que a gente viveu, e ver que a gente foi importante pra alguém.
Algumas pessoas me escreveram coisas lindas, que não couberam no texto. Desculpa mesmo gente. É tudo culpa da falta de espaço.
E mais uma vez, sem nunca me cansar de dizer:
Eu amo vocês, e com certeza absoluta, eu só cheguei até aqui graças a vocês, meus amigos!



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O retorno e as atualizações


Minha cabeça tá borbulhando de coisas pra escrever, mas eu simplesmente não consigo me organizar.
É isso que dá querer viver coisas reais. Pra quem passou tanto tempo acostumada com virtualidade, escrever sobre a realidade pode ser mais difícil do que se pensa.
Viver é fácil. É só abrir um pouquinho a cabeça e o coração, e se deixar levar pelas delícias que a vida real é capaz de nos proporcionar. Frustrações e tristezas também são deliciosas. Por que não? Através delas é que a gente se conhece e descobre do que realmente é capaz. Só porque é amargo não pode ser bom? Taí o jiló que não me deixa mentir!
 
Queria aproveitar que eu "já tô aqui mermo", e agradecer a minha mais nova amiga de infância, a Kelly (do "Enloucrescendo"!) pela ajuda com essas coisas de blog! Kellyzinha, quer ser madrinha do "Ever So Sweet", mesmo sendo ele do Blogspot? =)
Ah, e tem o Jaum também! Dono do "Inexatidão de Idéias" e amigo de tempos, que me descreveu de forma peculiar e um tanto quanto complexa para alguns.
Pra quem entra aqui, o texto dele:

"Descrições inadvertidas feitas aleatoriamente, lembranças de um sorriso que em piadas surgia, dos mais diversos assuntos pautados em rodinhas de conversas, das confidências alheias ao pudor de uma amizade que não se sabe ao certo onde começa, mas sabe-se que não termina. Fiel a idéias e ao caráter, é assim que se mostra, a pseudo delicadeza assumida da rosa, macia ao toque da pétala e de espinhos afiados se não souber tocá-la. É assim que a vejo, é assim que a entendo, é assim que a admiro, é assim que a cultivo e cativo."

"Pseudo delicadeza assumida da rosa" é a minha parte favorita. Nem queiram saber quanta coisa isso pode significar!
        


Quanto às atualizações:
 
Agora eu canto numa banda de forró 
Agora eu gosto de forró!
Fiz novos amigos, que mais parecem amigos de infância 
Junto com os amigos, vieram novos apelidos que vão desde Pocahontas até Cobra de Museu, porque,segundo eles, eu só vivo no álcool. O que é uma calúnia sem tamanho! 
Tenho ido a muitas festas, botecos e reuniõezinhas nada familiares 
Na Festa Brega peguei na mão do Sidney Magal 
Na Festa dos Dias subi no palco e dancei arrocha 
Na Cervejada das Engenharias casei 
Nas outras festas fiquei bêbada o suficiente pra não lembrar das fotos que tirei 
Sou mãe de um cacto chamado Kaquinho (Big Dog) 
Tenho pretensões de entrar na academia, de me formar, de arrumar um emprego que me tire do perrengue da vida universitária e de casar com alguém suficientemente perturbado pra aceitar o fato “deu” não saber cozinhar, lavar e nem passar. 
Consegui a proeza de arrumar um namorado suficientemente perturbado para ocupar o cargo descrito no tópico acima. 
Faço estágio num lugar onde as pessoas parecem ter descoberto que eu sou alguém facilmente explorável, já que eu não costumo negar quando me pedem pra trabalhar mais tempo que o previsto pela lei. 
Parei de roer 9 unhas. A do dedão da mão direita, sempre quebra, o que praticamente me dá total direito de roer. 
Cansei dessa coisa de anonimato e portanto vou mandar a Xu ver se eu tô na esquina. Muito prazer novamente, meu nome é Evelize. (Óóóóóóóó, que grande diferença, não?)    


Assim que os pensamentos (e sentimentos!) assentarem, eu volto e compartilho mais sandices com vocês.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pra sempre com eles!


Hoje eu vim aqui, pra falar de tristezas. De como é duro ter de partir, e deixar pra trás uma cidade gelada, os amigos-irmãos, e uma vida!
Em 2003, saí da Bahia e vim morar em Minas, numa cidadezinha chamada Viçosa, que é assustadoramente fria no inverno e incrivelmente quente no verão.
Eu tinha 17 anos, e nunca tinha nem viajado sozinha. Passei em Engenharia Civil, e vim morar com uma amiga que também tinha passado no mesmo ano que eu.
Aqui, aprendi praticamente TUDO que eu sei hoje. Aqui amadureci, e me tornei quem sou hoje. Conheci pessoas de todos os tipos, tomei meu primeiro porre, perdi a virgindade, virei noites seguidas estudando (e não foram poucas!), aprendi a gostar de cerveja, reprovei em muitas matérias e fui às melhores festas. Mas principalmente: Foi aqui, que fiz os MELHORES amigos que alguém poderia sonhar em ter.
Minha formatura vai ser em janeiro. A única coisa que eu consigo pensar no momento, é que quando for embora, meu coração vai ficar. Já vi partir muitos amigos que também formaram. Senti muitas saudades, mas não me deixei abater. Sabia que era o fluxo natural da coisa. Todo mundo que vem, um dia vai. Hoje não me sinto tão segura assim.
Penso em toda a felicidade que senti aqui, e logo bate aquela dor no peito, aquela vontade de ficar. Mas, da mesma forma que cresci muito aqui, sei que chegou a hora de ir para outro lugar, e assim continuar com essa coisa de “virar gente grande”. Só que isso não torna mais fácil a separação.
                Os amigos feitos aqui, sem sombra de dúvidas, são pra toda vida. O único problema, é que “a vida” acaba levando a gente pra longe. Não deixarão de ser amados. Mas estarão distantes do olhar, do beijo, do abraço...
                Me assusta, a idéia de não tê-los fisicamente ao meu lado quando precisar desabafar, quando quiser companhia pra uma festa, quando não conseguir escolher entre o vestido tomara-que-caia e a blusinha de um-obro-só!
                Quando eu estiver morrendo de medo de alguma doença louca que por ventura apareça, quem vai sentar comigo, e me explicar pacientemente, que o fato “deu” ter dores de cabeça constante não implica que eu vá ter morte cerebral? E quando eu brigar com um namorado, quem vai sair pra encher a cara comigo em plena segunda-feira à tarde? Quem mais vai me jogar na lama em dias frios e chuvosos de cervejada? Quem vai me fazer ir de salto alto, a uma festa na grama, só porque eu tava “gostosa que nem a Tiazinha assim”? Quem vai entender quando eu disser “Fechou mais que bola”? E quem, pelo amor de Deus, vai tirar um cochilo embaixo do palco, depois de um show de graça, enquanto o ônibus não chega?
                Pois é...
É com muitas lágrimas nos olhos que escrevo isso.
Ainda não fui embora. Mas a saudade já se antecipou.
Quero curtir cada segundo que eu tiver aqui! Com eles, sempre!
E que venham shows, festas, cervejadas, barzinhos, cinema, restaurantes, e até inaugurações de quebra-molas! Porque  com eles, eu vou SEMPRE!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Do objetivo deste blog


Talvez ele nunca seja descoberto, ou talvez bombe freneticamente.
Qualquer um dos dois tá ótimo pra mim.
Claro que eu adoraria ser lida, comentada e principalmente entendida, mas só o fato de escrever, já me satisfaz.
Não sou uma escritora nata,nem alguém com total domínio da escrita.
Só escrevo como desabafo. Para colocar pra fora, coisas indizíveis, e pensamentos nada convencionais, que às vezes martelam na minha cabeça.
Não que a minha vida seja feita de acontecimentos interessante e coisas loucas. São só pensamentos, idéias, vontades e vez ou outra alguma coisa acontecida que eu não tenha coragem de sair contando por aí.
Ninguém vai achar aqui, palavras rebuscadas, inversões ou vocabulário exclusivamente formal. Sou de escrita simples.


Para os possíveis visitantes, uma prévia sobre mim, e sobre o que se passa nessa minha vida:
Meu nome será mantido em sigilo, por receio. Ainda não estou pronta para dar minha cara à tapa na rede. Admiro quem faça isso, mas suspeito que não seja pra mim.
Quero poder falar tudo, sem preconceitos ou pré-julgamentos de outros. Sei que não devia me importar com isso, mas não consigo. Sou medrosa mesmo, e pronto!
Não sou um fake. Apenas faço uso de um pseudônimo.

Muito prazer, me chamem de Xu! (Sim, esse é um apelido real!)
Tenho 23 anos, estou prestes a deixar a vida de estudante e passar a ser mais um problema social para o Brasil. O desemprego bate à minha porta!
Sou confusa, pequena, bonitinha, intensa e saltitante. Já fingi ser quem não sou pra evitar conflitos, e já me causei conflitos internos por isso. Mas, antes em mim do que nos outros, né?!
Tenho pai, mãe e irmão, que moram em outra cidade.
Meus amigos são poucos, mas são lindos e indispensáveis pra mim. Mesmo que eu não consiga compartilhar certas coisas com eles. Mas de forma geral, é tudo lindo!
Sou uma pessoa comum em meio a tantas outras. A diferença está apenas no fato de pensar demais. Penso tanto que em algumas noites nem durmo.
Boa ouvinte, ansiosa master, ciumenta declarada e com tendências depressivas. Nenhum quadro sério. Só uns dias tristes e uma vontadezinha de curtir fossa, com direito a música melosa e tudo.
Já fingi orgasmos pra não acabar com a moral de alguém, e também já fingi não ter gozado, pra não dar moral demais.
Adoro cores, comida japonesa e pessoas que escrevem certo. Não há nada pior que cartas cheias de erros de português.
O resto das coisas vocês ficarão sabendo com o tempo.


Muito provavelmente o que eu tenha pra escrever não interesse a ninguém. Mas caso interesse estejam à vontade pra comentar, queridos desconhecidos.