Como eu já tinha dito aqui, “Ah, eu tô forman-do! ” (em ritmo de musiquinha!) Agora além de me preocupar com essa coisa de passar em matérias chatas, e estágios de 254 horas semanais, também tenho que começar a me desesperar com a falta de ocupação remunerada e determinada a que alguém se dedica. Vulgo, desemprego. (Não, esse post não é sobre desemprego. Isso foi só um comentário.)
Pois bem. Como é de praxe por essas bandas daqui, os formandos escrevem suas biografias e mandam pra uma editora. Essa, por sua vez, confecciona um livro com as biografias de todo mundo, que a gente normalmente guarda de recordação. Apesar de existir quem goste de usar as páginas do livro para fins escusos.
Mas como escrever sobre nós mesmos é uma verdadeira bosta, a gente pede pros amigos ajudarem, escrevendo um pouquinho. Contar um caso ou falar alguma coisa da gente. Aí no fim a gente vai juntando um pouquinho de cada um e produz um texto só. Não dá pra colocar tudo porque a quantidade de caracteres é limitada a 2800. Então, alguma coisa legal sempre acaba ficando de fora por falta de espaço. O resultado é sempre engraçadinho e conta um pouquinho de como foi a nossa trajetória em Viçosa.
A empresa pede pra gente colocar uma foto nossa e alguns dados pessoais, pra no futuro os nossos coleguinhas de universidade poderem nos encontrar com mais facilidade quando estivermos perdidos pelo mundo. Não que isso aconteça de verdade, mas eu gosto de pensar assim.
A minha biografia acabou de ficar pronta, e eu achei legal colocar aqui pra vocês verem.
Nome: Evelize Oliveira Maia
Data de nascimento: 30/11/1985
Endereço: Rua Roberto Santos, n° 96, Centro – Eunápolis – BA
CEP: 45820-510
Telefone: (73) 3262-0791
Apelidos: Ize, Izinha, Vê, Baiana arretada, Cobra de Museu, Capadócia, Coisinha
Chegou toda baianinha, danadinha, da perna grossa. Primeiro dia de aula, ela tinha um estilo um pouco diferente. Quem não se lembra da botinha All Star preta e laranja que ela tanto usava? Na turma era a mais revoltada. Só ouvia rock. Uma baiana que não gostava de axé! Mas não durou muito tempo. De repente, depois das férias ela volta toda paty, ouvindo de sertanejo a funk. O que não pode deixar de ser citado foi o primeiro porre dela no aniversário da Jú, tomando cerveja pra tirar o gosto das pingas com limão e sal. Resultado: Capotou! Alguns de seus amigos montaram uma república no Calçadão e ela passou a ser o 6º membro masculino da república, já que não cozinhava, não limpava a casa e nem lavava roupa, mas recebia a zuação e os xingamentos igual a todos os outros moradores. Recentemente ela trouxe o ritmo mais bombante da Bahia, o arrocha, e nas festas não pode mais faltar “Me chama de my love, my love...” e ela ensinando a dancinha pra nós não-baianos: “180°, 180°, 360°”. Até dançar em cima do palco essa criatura já dançou! De dançarina de arrocha à conselheira de namoros bagunçados! Ela desabafava e ouvia, desabafava e ouvia, desabafava e ouvia. Foram histórias, contos, causos, fraquezas, felicidades, relacionamentos... Era muita coisa vinda dessa cabecinha doida! Morar com a Ize dava até raiva. Raiva mesmo! Ela é extremamente organizada. O único quarto que realmente era arrumado. Sem deixar de falar da paixão pelo seu computador. Ela praticamente mora no MSN e no Orkut. Companheira de cachaças, butecos, festas muito doidas, reuniõezinhas nada familiares e muitas outras coisas que não me lembro devido ao alto teor alcoólico. Só sei que foram coisas boas pois no dia seguinte a gente tinha muitos flashs engraçados. Aliás, não posso esquecer que essa coisinha foi a 1ª tieti dos Canelones, pulando e gritando no Juca do Gás. Com seu andar de toda – toda pela reta, roubando a atenção da galera, ouviu coisas “esplendorosas”. Sempre rindo, e o que é melhor: parando pra cumprimentar todos os conhecidos, mesmo estando atrasada pra alguma aula. Cantora da Capadócios e forrozeira de última hora, arrumou de casar em plena Cervejada das Engenharias. Extrovertida e brincalhona, parece ser a mais inocente do mundo, mas tem um jeitinho gostoso de te convencer que você está errado. Ela é do tipo de pessoa que se cria uma amizade de anos em apenas uma ida ao bar do Edilson. Essa pequena, grande criatura, intitulada "Cobra de Museu”, por seus dotes laboratoriais, carrega imensurável alegria, autenticidade e capacidade de transparecer nos sentimentos o que se pode ter de melhor, como a leveza de ser gente, de amar e se deixar amar. Atributos que só os bons de coração, possuem. Pessoas iguais a ela são o que fazem Viçosa ser tão boa. Vai deixar muita saudade!
Eu pedi pra um monte de gente me ajudar. Então, eu queria agradecer a todo mundo que escreveu. É sempre muito bom lembrar das coisas que a gente viveu, e ver que a gente foi importante pra alguém.
Algumas pessoas me escreveram coisas lindas, que não couberam no texto. Desculpa mesmo gente. É tudo culpa da falta de espaço.
E mais uma vez, sem nunca me cansar de dizer:
Eu amo vocês, e com certeza absoluta, eu só cheguei até aqui graças a vocês, meus amigos!

